A primeira sessão da Câmara Municipal de Jales em 2026, realizada nesta segunda-feira, dia 2, foi marcada por tumulto e manifestações de moradores. Como já era esperado, o aumento do IPTU dominou os debates da noite.
Cerca de 50 pessoas acompanharam a reunião no plenário. Sempre que o tema do imposto entrava em pauta, o público reagia com protestos contrários ao reajuste, interrompendo por diversas vezes as falas dos vereadores.
Em determinado momento, a Guarda Municipal precisou intervir após uma discussão entre um morador e um vereador.
Todos os requerimentos relacionados ao IPTU e ao CONSIRJ foram rejeitados por seis votos a três. Os votos contrários partiram de vereadores da base do governo.
Entre as propostas rejeitadas estavam pedidos de informações sobre a licitação para contratação de empresa responsável pelo georreferenciamento em Jales, o reenquadramento dos padrões dos imóveis e também sobre a situação financeira dos municípios que integram o CONSIRJ, questionando se todos estão com os pagamentos em dia.
Em entrevista ao Jornal do Povo, a aposentada Aparecida Sato da Silva, moradora do Jardim Micena, afirmou que o IPTU da casa dela aumentou quase R$ 900 de um ano para o outro. Segundo ela, que vive apenas com a aposentadoria, o reajuste vai pesar no orçamento doméstico. A moradora disse esperar que a situação seja revista para não prejudicar a população.
Projeto de iniciativa popular
Ainda na tarde de segunda-feira, dia 2, foi protocolado na Câmara um projeto de iniciativa popular com cerca de 2 mil assinaturas. O documento pede a revogação dos decretos e leis relacionados ao IPTU e à Taxa de Fiscalização e Funcionamento.
De acordo com o presidente da Câmara, vereador Bruno de Paula, o projeto será analisado pelo setor jurídico e, após o parecer, será definido o andamento da proposta.