O rádio continua presente em nossas vidas
Pe. José Antonio Soares
Assessor Eclesiástico da Pastoral da Comunicação Diocesana
e Vigário na Paróquia São Francisco Xavier de Pereira Barreto
No dia 25 de setembro, celebramos o Dia Nacional do Rádio. A data recorda o nascimento, em 1884, de Edgard Roquette-Pinto, médico e antropólogo considerado um dos grandes responsáveis pela implantação da radiodifusão brasileira. Em 1923, ele fundou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, hoje Rádio MEC FM, com uma proposta que permanece atual: utilizar a comunicação para difundir educação, ciência e cultura.
Desde então, o rádio tornou-se parte da vida brasileira. Chegou às grandes cidades, atravessou estradas e alcançou comunidades distantes. Informou, educou, entreteve e, sobretudo, fez companhia. Mesmo diante do surgimento da televisão, da internet e das redes sociais, continua sendo uma presença próxima, especialmente em regiões onde a comunicação tem um forte sentido comunitário.
Na Diocese de Jales, essa história também faz parte da nossa caminhada. Nosso primeiro bispo, Dom Arthur Horsthuis, dedicou-se à organização da Rádio Assunção, mostrando, desde os primeiros anos da Diocese, a importância da comunicação para a missão da Igreja. Em 1987, foi inaugurada a Rádio Regional FM e, em 2000, a Diocese incorporou a Rádio Educadora, de Fernandópolis.
Hoje, as rádios diocesanas continuam sendo instrumentos de informação, formação, entretenimento e evangelização. A Rádio Assunção FM 89,3, a Regional FM 103,5 e a Educadora FM 99,1 integram o grupo de comunicação da Diocese e levam às pessoas notícias, música, programas interativos, momentos de oração e conteúdos pastorais.
Como sacerdote e comunicador, percebo no rádio algo que nenhuma tecnologia substituiu: a capacidade de criar proximidade por meio da voz. Quando alguém liga o rádio pela manhã, acompanha uma notícia, reza o Terço ou escuta uma palavra de esperança, não está apenas recebendo conteúdo, está estabelecendo uma relação.
Para a Igreja, comunicar é também cuidar. É estar presente onde as pessoas estão, escutar suas realidades e anunciar uma mensagem que ajude a construir esperança, fraternidade e compromisso com a vida.
O rádio mudou, ganhou novas plataformas e passou a dialogar também com o ambiente digital, mas sua missão permanece.
Que nossas rádios continuem sendo vozes que informam com responsabilidade, formam com qualidade, evangelizam com simplicidade e, acima de tudo, ajudam a fazer com que ninguém se sinta sozinho.
Pereira Barreto, 22 de setembro de 2026.