Representantes dos 16 municípios que fazem parte do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região de Jales devem se reunir ainda em fevereiro para discutir uma nova forma de utiliza dos serviços.
A informação foi divulgada pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jales e Região, José Luiz Francisco, em entrevista ao Jornal do Povo, da Rádio Assunção.
O assunto ganhou força após uma reunião realizada na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jales e Região, em Jales, no fim de janeiro. Participaram do encontro promovido pelo sindicato, o prefeito Luis Henrique Moreira, o presidente do consórcio e prefeito de Vitória Brasil, Paulo Henrique Mioto, o presidente do sindicato, José Luiz Francisco, e o prefeito de Santa Salete, Julio Miliatti.
Durante o encontro, a Prefeitura de Jales se comprometeu a colocar os repasses em dia. Em fevereiro, o município transferiu mais de R$ 1,3 milhão ao consórcio, o que permitiu regularizar o pagamento de funcionários, médicos e prestadores de serviço.
Desde setembro do ano passado, os salários vinham sendo pagos com atraso. O consórcio alegava falta de repasses de Jales, enquanto a prefeitura afirmava que vinha pagando mais do que utilizava, já que o valor que deve ser repassado por Jales corresponde a cerca de 66% dos custos totais.
Segundo apuração do Jornal do Povo, a proposta em estudo prevê separar as contas por serviço. Hoje, todas as despesas são somadas e divididas entre as cidades. Com a mudança, será feito um levantamento detalhado do uso de cada município, como número de atendimentos na UPA, chamadas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), atendimentos no Centro de Atenção Psicossocial (Caps), entre outros.
A ideia é que cada cidade pague pelo que usar. Ainda conforme o que foi apurado pela reportagem do Jornal do Povo, os estudos técnicos e cálculos devem começar neste ano, mas os novos valores só devem passar a valer nos repasses feitos a partir de 2027.