O número de famílias brasileiras com dívidas, como cartão de crédito, carnês e financiamentos, chegou a 79,5% em janeiro. É o maior índice já registrado e iguala o recorde observado em outubro do ano passado. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada pela Confederação Nacional do Comércio, a CNC.
Apesar do aumento no total de endividados, caiu pelo terceiro mês seguido a quantidade de famílias que não conseguiram pagar as contas no prazo. Em dezembro, o índice era de 78,9% e, há um ano, estava em 76,1%.
As dívidas são mais comuns entre as famílias de menor renda. Entre quem ganha até três salários mínimos, 82,5% estão endividados. Já entre as que recebem mais de dez salários mínimos, o percentual cai para 68,3%. O cartão de crédito segue como o principal motivo das dívidas.
Em média, as famílias ainda têm cerca de sete meses de contas para quitar e comprometem quase 30% da renda com pagamentos. Atualmente, 29,3% estão com contas atrasadas, principalmente nas faixas de renda mais baixas.
Segundo a CNC, os juros altos dificultam a quitação das dívidas. A taxa Selic está em 15% ao ano, o que encarece empréstimos e financiamentos. A previsão é de que o endividamento continue subindo nos próximos meses, enquanto a inadimplência pode cair gradualmente, caso os juros comecem a diminuir.
*informações: Agência Brasil