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Editorial da Semana

Editorial da Semana - Diocese de Jales

Sábado, 10 de Abril de 2021 às 11:21

TER ESPERANÇAS NO CRISTO QUE É ESPERANÇA

Vitor Rafael | Seminarista da Diocese de Jales do 2º ano de Teologia

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É possível ter esperanças em tempos desesperançosos? A resposta encontramos na glória de Nosso Senhor Jesus Cristo: Sua plena Ressurreição. E Ele mesmo nos mostra que todo o mal pode ser destruído por meio das atitudes de fé, esperança e caridade. Prova disso temos pela perseguição que o próprio Filho de Deus foi submetido ao passar quarenta dias no deserto sendo perseguido e tentado, além de ter sido preso, retirado sua dignidade, crucificado e morto. Mas a Sua ressurreição garante-nos vida. Afinal: Ele veio “para que todos tenham vida e a tenham plenamente” (Cf. Jo 10, 10). Afirma o Papa Francisco: “Jesus sobe à cruz para descer ao nosso sofrimento. Prova os nossos piores estados de ânimo: o falimento, a rejeição geral, a traição do amigo e até o abandono de Deus. Experimenta na sua carne as nossas contradições mais dilacerantes e, assim, as redime e transforma. O seu amor aproxima-se das nossas fragilidades, chega até onde mais nos envergonhamos.”

Cabe-nos questionar ainda: este amor causa destruição? Muito pelo contrário, pois apesar de ter ferido o Salvador, este mesmo amor O fez vencer a Cruz e por meio dela O glorificar. É neste mesmo amor com que devemos confiar e seguir. Um amor capaz de provocar mudanças e, sobretudo, combater as provações.

Neste tempo sombrio em que vivenciamos com a Pandemia da COVID-19, muitos são os desafios ainda a vencermos, sobretudo o desafio do amor. Ora: sem essa atitude, não agimos como cristãos e deixamos de exercer o nosso ministério que é ser discípulo do Cristo. Ser discípulo, portanto, exercita a nossa capacidade do cuidado com o outro e de promover sempre a vida, de ir ao encontro do mais frágil e oferecer a ele a nossa colaboração e a salvação ofertada por Deus e conduzida pelo Espírito Santo. É ele que “está sobre mim, me consagrou pela unção para evangelizar os pobres, enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor...” (Lc 4, 18-19).

E por que ainda somos tão medrosos ou desencorajados? Diante de uma praça vazia, debaixo da suave chuva, em meio a feroz Pandemia, tocou-lhe Deus o coração de nosso Pontífice no dia 27 de março de 2020 em sua homilia no dia de oração com a bênção Urbi et Orbi, que nos exortou: “Nesta tarde, Senhor, a tua Palavra atinge e toca-nos a todos. Neste nosso mundo, que Tu amas mais do que nós, avançamos a toda velocidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!”

Já não estamos mais sozinhos: Cristo venceu a morte e ressuscitado está. Com Ele, ressuscite também as nossas esperanças para podermos dia após dia confiar que a tempestade vai acalmar. Por isso, supliquemos ao Senhor: acalma minha tempestade, acalma o meu coração, devolve a paz que vem de Ti, Senhor. Aumenta minha fé em Ti, não me deixa fraquejar jamais. Ao som da Tua voz tudo vai calar, só preciso esperar: a tempestade vai acalmar.

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