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Editorial da Semana

Editorial da Semana - Diocese de Jales

Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019 às 08:46

POLÍTICA A SERVIÇO DA PAZ

Pe Antônio de Jesus Sardinha | Vigário Geral da Diocese de Jales.

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Este é o Domingo do Batismo do Senhor Jesus, primeiro domingo do Tempo Comum. Ainda é oportuno valorizar a Mensagem do Papa Francisco para o 52º Dia Mundial da Paz, com o seguinte título: “A Boa Política está ao Serviço da Paz”. Vale a pena ler e desfrutar de tanta Sabedoria em tão poucas páginas.

“A Paz esteja nesta casa” (Lc 10,5). A casa é cada família, comunidade, país, Continente. Também nossa “Casa Comum”, o planeta Terra. A política é um meio para construir a cidadania. Mas, os reis das nações oprimem, dominam. Entre vocês não deve ser assim. “Não vim para ser servido, mas para servir e dar a vida por todos”. Portanto, o político cristão vem exercer uma missão de serviço à coletividade humana. Trata-se pois de implementar o respeito fundamental pela vida, liberdade e a dignidade das pessoas. Daí se pode dizer que a política é uma forma eminente de caridade.

Uma boa ação política passa pelas virtudes humanas, buscando a justiça, a equidade, o respeito mútuo, a sinceridade, a honestidade, a fidelidade. Isaías diz no capítulo 42 sobre o Messias: “te chamei para a justiça, te constituí como centro de aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”.

A justiça se constrói com salários dignos, com geração de empregos, com políticas públicas na área da saúde, educação, segurança, aposentadoria digna. O respeito mútuo é exercido no acolhimento de todas as pessoas, como os pobres, os negros, os indígenas, as mulheres, migrantes, minorias raciais, sexuais. “Bem aventurado o político que trabalha para o Bem Comum e não para os próprios interesses” (Cardeal vietnamita).

“A boa política está ao serviço da paz; respeita e promove os direitos humanos fundamentais, que são igualmente deveres recíprocos”. Qual é o papel dos movimentos sociais num estado democrático senão contribuir para que os governantes não prejudiquem parcela importante da sociedade que precisa de mais atenção? É justo diminuir um salário mínimo e perdoar a dívida de ruralistas em cerca de 17 bilhões de reais?

A mensagem fala também dos vícios da política, que enfraquecem o ideal de uma vida democrática autêntica, que são a vergonha da vida pública e colocam em perigo a paz social. Cita a corrupção; a negação do direito; a justificação do poder pela força; perpetuar-se no poder; a xenofobia e o racismo; a recusa no cuidar da Terra; o desprezo daqueles que foram forçados ao exílio.

O Papa Francisco tem uma preocupação especial com os jovens e crianças. Cita o livro das origens, referindo-se à história de Caim e Abel(Gn4,1-16)e afirma: “Que há de mais belo que uma mão estendida? Esta foi querida por Deus para dar e receber. Deus não a quis para matar ou fazer sofrer(torturar), mas para cuidar e ajudar a viver. As armas são contrárias à moral e à busca de uma verdadeira concórdia”.

Por fim a mensagem faz uma referência aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A paz é fruto de um grande projeto político, conversão do coração e da alma: a paz consigo mesmo, a paz com o outro, e a paz com a criação. Teoria sem prática é fazer o jogo dos escribas e fariseus.

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