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Editorial da Semana

Editorial da Semana - Diocese de Jales

Segunda-Feira, 10 de Agosto de 2020 às 07:49

ECLESIALIDADE DIOCESANA A PARTIR DA CATEDRAL: “CRESCENDO EM DIREÇÃO A CRISTO”

Padre Valdair Aparecido Rodrigues, Administrador Paroquial da Catedral de Jales, Paróquia Nossa Senhora da Assunção.

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Paira um questionamento entre os diocesanos desta Igreja Particular “Nossa Senhora da Assunção”, Jales/SP: são apenas 60 anos de história eclesial?

Revisitando as raízes da fé “entre nossos belos rios e vales, campos e cidades”, temos clareza de que a história da Igreja nessa territorialidade soma, realmente, mais de sessenta anos, mas a criação e a instituição da Diocese de Jales completam, de fato, seu jubileu de diamante. 

Inicialmente um povoado e, com ele, suas devoções e símbolos. A marca histórica é, na cidade de Jales, a igrejinha dedicada ao Senhor Bom Jesus. O símbolo central é o Cruzeiro. Depois, a devoção popular do fundador da cidade de Jales, dedicando uma igreja,sua primeira paróquia, a “Santo Expedito”. Associa-se então a isso a sabedoria dos padres assuncionistas, que tomam à frente a criação da nova diocese e, assim, a primeira paróquia de Jales, Santo Expedito,torna-se a primeira Catedral Diocesana, intitulada “Nossa Senhora da Assunção”.

Do povoado à criação da cidade, até a instituição da diocese,ocorreram encontros e desencontros acerca de seus padroeiros, mas o grande símbolo referencial da fé cristã sempre prevaleceu: o Cruzeiro. E as decisões foram tomadas: Nossa Senhora da Assunçãotornou-se a padroeira da Diocese de Jales e, Santo Expedito,o padroeiro destacidade.

Essa história, porém, carregou a promessa de sereimplantar uma nova paróquia dedicada a Santo Expedito, prevista para novembro de 2020. Na Romaria de 1989, resgatou-see recolocou-se a imagem desse santo popular no presbitério de nossa Catedral Diocesana.

São, assim,sessenta anos de diocese. Sessenta anos em que, a partir da Sé Catedral, o povo de Deus é pastoreado pelos sucessores dos apóstolos, os bispos, tornando presente em nossos 45 municípios a Igreja instaurada por Jesus Cristo, comprometida com o Reino de Deus e sacramento universal de salvação.

A palavra Sé recorda para nós a sede que, muito mais  que uma “cadeira” é, teologicamente, o lugar onde o bispo, tendo os presbíteros e os diáconos como colaboradores, exerce seu múnus de ensinar, santificar e governar para apascentar o povo e conduzi-lo a Cristo, o Bom Pastor.

O bispo, a partir da Catedral Diocesana, exerce uma função docente, isto é, dedica-se à pregação do Evangelho e, como arauto da fé, pelo testemunho e ensino, leva a Cristo novos discípulos e sustenta na fé, na esperança e na caridade, aqueles já iniciados no discipulado.

O bispo é revestido da plenitude do sacramento da ordem, atingindo o terceiro grau, o episcopado. O bispo é o “administrador da graça do sumo sacerdócio, especialmente na eucaristia que ele mesmo oferece ou manda oferecer, e pela qual a Igreja vive e cresce continuamente” (cf. Lumen Gentium, parágrafo 26). A participação no Corpo e Sangue do Senhor objetiva transformar o povo naquilo que recebe e assim fundamenta-se a unidade eclesial. A unificação do povo sob a santificação intermediada pelo bispo objetiva o anseio do Senhor de que “haverá Um só rebanho e um só Pastor”(cf. Jo 10, 14-16).

O bispo é vigário de Cristo na diocese a ele confiada. Aconselha, exorta, exemplifica a partir dos vários contextos histórico-existenciais e, então, governa como aquele que serve (cf. Lc 22, 26-27). Ao bispo é atribuído o oficio pastoral e, por isso, organiza o culto e a vida apostólica dos fiéis. No ato humilde de reger, o bispo cultiva a solicitude para com suas ovelhas. Ensina-nos o Concílio Vaticano II, a partir de Hb 5, 1-2, que o bispo é escolhido de entre os homens e é sujeito a fraquezas, entretanto, não pode se recusar a ouvir suas ovelhas, amando-as como verdadeiros filhos e exortando-as a colaborarem prontamente consigo.

Nessa pronta relação dialogal se dá a evangelização que visa a concretização do Reino de Deus aqui e agora, do qual a Igreja é sacramento. Entre encontros e desencontros, na comunhão dialogal crescemos e cresceremos em direção a Cristo, inclusive criando condições ecumênicas entre as igrejas cristãs que, atuando conjuntamente, transformarão a sociedade numa “civilização do amor”. 

Ouça a entrevista

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