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Editorial da Semana

Editorial da Semana - Diocese de Jales

Sexta-Feira, 30 de Outubro de 2020 às 08:24

DE ESPERANÇA EM ESPERANÇA

Igor Kawakame Rathlef, Seminarista da Diocese de Jales

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Com a proximidade do Dia de Finados, no próximo 02 de Novembro, somos chamados a refletir não só sobre a realidade da morte, mas também sobre a existência humana, a nível individual e coletivo. A Pandemia da COVID-19, que já vitimou fatalmente mais de 1,1 milhão de pessoas, e tantas outras causas de morte nos colocam diante de um dilema: o ser humano sonha e deseja a vida, mas sabe que um dia morrerá.

Afinal, qual é o sentido da vida? Quanto ela vale? Por que peregrinamos nesta terra? Qual nosso fim último?

A fé de Jó, personagem bíblico, foi provada com os sofrimentos mais terríveis. Perdera seus servos, seu gado, seus filhos e sua carne fora chagada, e questiona o Senhor sobre o porquê do sofrimento dos justos. Todavia, a sua experiência pessoal com Deus, dia a dia, edifica e transforma a sua vida como um todo, a ponto de dizer: “Eu te conhecia só por ouvir dizer, mas, agora, vejo-te com meus próprios olhos” (Jó 42,5)

Jó é um grande exemplo de superação das mazelas humanas por meio não só da razão, mas também do sentimento que acolhe a presença de Deus e faz com que sua existência tenha sentido. A fé e a contemplação são, portanto, caminhos para reconhecer as limitações humanas e buscar um sentido para o sofrimento e para a morte. Isso é ter esperança!

Por outro lado, o fim da existência humana neste mundo abre o horizonte para aquilo que está além da morte: a salvação. São Paulo afirma que “todos devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa do que tiver feito, de bem ou de mal, por meio do corpo” (2 Cor 5,10). Desse modo, tem-se a certeza de que a humanidade, cada ser e toda a coletividade, levará para diante de Deus a forma como aqui se viveu. Por isso, clama ao coração um constante convite à conversão, ou seja, uma mudança existencial de pensamentos e atitudes que deixem de lado o egoísmo e se abram à fraternidade.

Por fim, é tempo de caminharmos, passo a passo, cheios de esperança. Que as atitudes humanas estejam repletas de empatia, ou seja, a capacidade de colocar-se no lugar do outro para cultivarmos, nesta terra, as sementes de esperança de um mundo mais humano e fraterno que viveremos em plenitude no céu. Eis aqui o sentido pleno da caridade, tornar Deus mais presente no meio de nós, sobretudo naqueles que mais sofrem, pois disse Jesus: “Todas as vezes que fizestes isso a um destes mínimos que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 40c).

Auxilia-nos a oração do Papa Francisco na conclusão da Encíclica Fratelli Tutti: “Concedei-nos, a nós cristãos, que vivamos o Evangelho e reconheçamos Cristo em cada ser humano, para O vermos crucificado nas angústias dos abandonados e dos esquecidos deste mundo e ressuscitado em cada irmão que se levanta”.

Que nossa vida seja repleta de Esperança!  

Ouça a entrevista

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